Uma estrangeira no mundo

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

Algumas palavras sobre Eduardo Cunha


Charge do Aroeira

Charge do Aroeira

Eduardo Cunha fazendo acordo com o governo. Se o governo ajudar a livrá-lo na Comissão de Ética da Câmara, Cunha barra os pedidos de impeachment contra Dilma.

De Dilma e sua patota (PMDB e até PSDB e afins) nada a declarar. Eles estão aí para fazer isso mesmo: se autobeneficiar.

Mas e de Cunha?

De Eduardo Cunha eu tenho que declarar.

Eduardo Cunha é evangélico. Isso significa que um dia, lá no passado, alguém lhe disse palavras de salvação e ele se moveu em direção a Cristo. Foi batizado, aceitando oficialmente que Deus lhe mudasse a vida, o caráter. Passou a frequentar constantemente a cultos, ou seja, passou a ouvir pregações sobre Jesus Cristo.

Isso tudo em tese.

Aparentemente, não houve mudança de caráter. E, se houve, deve ter sido para pior, a ponto de o vermos envolvido em corrupção, com dinheiro em contas na Suíça, dinheiro esse surrupiado de hospitais, escolas, programas sociais, gastos com segurança, transporte, moradia. Dinheiro meu e seu.

Mas como isso é possível? A Palavra de Deus não tem mais poder?

Ela sempre terá poder. Mas a Palavra. Não o que tem sido “pregado” em muitos púlpitos.

chargecunha2Será que Eduardo Cunha ouviu a Palavra de Deus, mas mesmo assim preferiu as benesses que o mundo lhe oferecia? Ou será que ele ouviu uma palavra disfarçada, com meias verdades, onde até se cita Jesus mas tem sua essência distante do que o Mestre ensinou?

Ou seja, não apenas as mãos de Cunha estão sujas. As de quem lhe pregou um falso evangelho também estão. E serão julgados com maior rigor naquele dia.

Enquanto vemos mais um evangélico envolvido em escândalos de roubo e corrupção, vemos também o Santo Nome de Deus sendo achincalhado. O mundo usa o exemplo de Cunha para mostrar que Deus não tem todo esse poder, já que não consegue sequer mudar os que dizem que O segue.

Mas Deus tem sim poder. É o Único poder verdadeiro. E esse poder Ele manifesta em poucos e pequenos, naqueles que o mundo não faz questão de estender seus holofotes. Se os estendesse, teria que admitir que Deus, hoje, ainda transforma verdadeiramente corações e mentes.

Que possamos, em nossas vidas, demonstrar o poder de Deus. Chega de escândalos com Seu Santo nome.

Em tempo: vi no Blog da Rô uma notícia do jornal O Dia Notícias:

“O pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus do Brás, em SP, foi um dos escalados para fazer o meio de campo entre o governo Dilma Rousseff e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele é íntimo do peemedebista e apoiou a presidente na eleição de 2014 –até a levou para um culto no Brás.”

Eis um (im)pastor mais interessado no jogo político e nas benesses que ele pode lhe proporcionar.

Adicionado em 16/10: e como o poço não tem fundo, descobriu-se que Eduardo Cunha tem carros de luxo registrados em nome de Jesus.com, além de ter registrado 154 domínios na internet com o nome de Jesus (youtubejesus.com,br, jesusyahoo.com.br, facebookjesus.com.br e afins), além de ter seu próprio portal “cristão”, o feemjesus.com.br. Ou seja, como diz o título da reportagem, é o dono de “Jesus” na internet.

3 comentários em “Algumas palavras sobre Eduardo Cunha

  1. anônimo
    16/10/2015

    Infelizmente a sensação de poder faz mal para o humano.
    Se ele usou a igreja do Senhor Jesus para enriquecer, Deus revelou o pecado dele e a carreira deste já está acabada. Como a de muitos outros que se venderam e aceitaram o que satanás poderia lhe oferecer.
    O que temos visto é muita gente que se diz da igreja fazendo muita besteira.
    Normalmente quando se mistura igreja e estado só dá problema.
    Nós dizemos que não nos corrompemos, mas nunca estivemos lá.
    É muito poder, muito dinheiro, muito luxo, muito roubo. E quem não rouba fica para trás, pois todos eles almejam muitas vantagens.
    Uma troca de favores muito grande. É muito assédio.
    O pior é que muitos da igreja fazem a besteira e pensam que depois podem pedir perdão e serão perdoados por Deus e assim vão ter a sua salvação.
    Creio que Deus os perdoará, mas a sociedade não aceitará isso.
    E o nome dessa pessoa carregará esse peso para sempre, e mesmo quando ela morrer seu nome será lembrado como exemplo ruim e vexatório. E até seus descendentes podem carregar este peso: Sabe quem é ele: É filho daquele parlamentar ladrão crente que tinha dinheiro na suíça.
    É o tipo de pecado que atingiu outros.

    Lamentável.

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  2. anônimo
    19/10/2015

    Do diário de Pernanbuco:
    Publicação: 11/02/2015 13:56 Atualização:
    Rio, 11 – Reunidos na noite de domingo na Assembleia de Deus de Madureira, zona norte do Rio, fiéis vestiam roupa de festa para o culto de agradecimento a Deus pela eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de 56 anos, à presidência da Câmara. Por mais de duas horas, cantaram, oraram e ouviram discursos de vários políticos. No ambiente de devoção e comemoração, houve espaço para ironia com o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), defensor dos direitos dos homossexuais e visto com resistência entre os evangélicos.

    “Houve uma falha grave, esquecemos de convidar o Jean Wyllys para estar aqui. Ele foi uma das pessoas que ficaram mais felizes com a eleição do Eduardo”, disse o deputado estadual Fábio Silva (PMDB). Os fiéis riram. O presidente da Câmara evitou achar graça e olhou em volta.

    “Vocês têm imunidade parlamentar, eu não tenho”, brincou o presidente da Igreja Assembleia de Deus em Madureira, pastor Abner Ferreira, com os políticos que ocupavam lugar de destaque no templo. “O deputado Jean Wyllys tem nosso respeito, mas a brincadeira foi válida.”

    Fábio Silva é filho do empresário e ex-deputado Francisco Silva, responsável pela entrada de Cunha no mundo evangélico, há 20 anos. Pelas mãos de Silva, dono da rádio evangélica Melodia, ele passou a frequentar cultos e ingressou na Igreja Sara Nossa Terra. No domingo, o peemedebista confirmou a troca pela Assembleia de Deus em Madureira, maior e mais influente.

    A amizade com Silva começou quando Cunha, economista de formação, presidia a antiga Telerj, para a qual foi indicado por Paulo Cesar Farias após trabalhar na campanha de Fernando Collor para presidente, em 1989. Cunha descobriu uma falha no registro da candidatura de Silvio Santos, o que tirou o empresário na disputa e beneficiou Fernando Collor.

    Com a revelação do esquema de corrupção comandado por PC Farias e o impeachment de Collor, Cunha deixou a estatal em 1993. Foi trabalhar na bolsa e, em 1995, passou a colaborar com a rádio Melodia. Quatro anos depois, o então governador Anthony Garotinho (então no PDT, hoje no PR) o nomeou à presidência da Companhia Estadual de Habitação (Cehab).

    Cunha deixou o cargo em 2000, após denúncias de irregularidades em licitações. Os processos abertos no Tribunal de Contas do Estado (TCE) foram arquivados em 2004 e reabertos em 2012, porque a Justiça do Rio apontou fraude na assinatura de documentos que inocentavam Cunha. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que inocentou Cunha em agosto.

    O trabalho no governo e a religião evangélica fizeram de Cunha um dos principais articuladores de Garotinho. O ex-governador levou Cunha para o PMDB e, mesmo após deixar o partido, continuou próximo do deputado. Por indicação de Cunha, o ex-prefeito Luiz Paulo Conde, aliado de Garotinho, foi nomeado presidente de Furnas Centrais Elétricas.

    Os amigos romperam em 2010 e Garotinho é hoje um dos maiores desafetos de Cunha. Na disputa da Câmara, a deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), filha do ex-governador, fez campanha para o petista Arlindo Chinaglia (SP) com ataques ao antigo aliado. “Eduardo Cunha é o ‘chantageador-geral’ de República”, disse Clarissa em um almoço de apoio a Chinaglia no Rio.

    ‘Afinal de contas’

    A amizade de Cunha com Francisco Silva se mantém e o deputado faz inserções diárias na Melodia, sempre encerradas com o bordão “afinal de contas, o povo merece respeito”, repetido na noite de domingo por vários oradores que exaltavam a vitória de Cunha.

    “Pela primeira vez um deputado que não tem vergonha de dizer que honra a Deus assume a presidência da Câmara”, comemorou o pastor Everaldo Pereira (PSC), quinto colocado na disputa presidencial em 2014. A influência de Cunha em vários partidos estava expressa nos políticos presentes ao culto, filiados a seis legendas – PMDB, PSD, PSC, PRP, PR e PP. Também estava lá Jair Bolsonaro (PP-RJ), o mais votado do Rio, com 464,5 mil eleitores. “Você está em campo minado, mas, com Deus e os amigos, vencerá os obstáculos”, disse Bolsonaro.

    Cunha consolidou a influência na Câmara em 2013, ao ser eleito líder do PMDB. Na ocasião, formou o “blocão”, que deu dores de cabeça à presidente Dilma Rousseff em votações de interesse do governo.

    O peemedebista não se incomoda de ser chamado de pedra no sapato de Dilma. Insiste que não age em causa própria, mas em benefício do Parlamento. Na última quinta-feira, Cunha esteve com a presidente no Palácio do Planalto em uma reunião “para quebrar o gelo”. Horas antes, tinha instalado a CPI da Petrobras, que voltará a investigar o esquema de corrupção na estatal. Mas decidiu segurar, pelo menos por ora, outra CPI incômoda ao governo, a do sistema elétrico. “Vai ficar na fila.”

    Fiéis

    Com bom trânsito entre grandes empresários, Cunha consegue recursos não só para sua campanha, mas para candidatos menos conhecidos, seus fiéis aliados, de diferentes partidos e quase todos evangélicos. A retribuição veio na campanha pela presidência da Câmara. Parlamentares e líderes evangélicos montaram uma rede de apoio a Cunha. “O Satanás teve que recolher cada uma das ferramentas preparadas contra nós. Nosso irmão em Cristo é o terceiro homem mais importante da República”, disse o pastor Abner Ferreira.

    Na campanha pela presidência da Câmara, Cunha deu atenção especial aos novatos. Três estavam no culto de domingo. “Chego à Câmara em um momento histórico. Fizemos um pouco para contribuir com essa vitória e agradeço a Deus pela sua eleição”, disse Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ).

    Cunha faz os colegas pouco expressivos se sentirem prestigiados, como na comemoração pela eleição na Câmara. O baixo clero era maioria na festa do dia 1.º e o deputado fez questão de brindar e conversar com todos. Dez pequenos partidos que declararam apoio a Cunha deram cerca de 65 dos 267 votos obtidos pelo peemedebista, que contou com dissidências em outras legendas e com os evangélicos.

    Em discurso no culto, Cunha disse que, sem eles, não teria chegado aos 232,7 mil votos obtidos – terceira maior votação no Estado. Na primeira eleição para a Câmara, em 2002, teve 101 mil votos. Em 1998, tinha ficado como suplente de deputado estadual, com 15,6 mil votos.

    Em 2014, Cunha faz campanha centrada na defesa da família e contra o aborto e o casamento gay. Com patrimônio declarado de R$ 1,6 milhão, arrecadou R$ 6,8 milhões para a campanha. Os bancos Bradesco, Santander e BTG Pactual, a rede de shoppings Iguatemi e a Líder Táxi Aéreo estão entre os maiores doadores.

    Aos fiéis, Cunha contou episódios da disputa na Câmara e reclamou da atuação do governo em favor de Chinaglia (Mais informações nesta página). “Não dava para acreditar na pressão que eles fizeram. Mas tenho repetido todo esse tempo: ‘Se Deus é por nós, quem será contra nós?’”

    Depois do culto, o deputado posou para fotos e conversou com os fiéis. Voltou para casa, na Barra da Tijuca, zona oeste, depois das 21h. Casado com a jornalista Cláudia Cruz e pai de quatro filhos, Cunha passou o fim de semana com a família. A presença permanente de agentes da Polícia Legislativa da Câmara, responsável pela escolta dos presidentes da Casa, mostra a única “perda” até agora lamentada por Cunha. “Perdi a privacidade.”

    -x-x-x-x-x-x-xx–x-x–x-x-x-x-x-x-x-

    Esse eduardo cunha fazia um programinha na rádio melodia aqui do RJ contando as mazelas no governo. E dizia o seguinte slogan.” o povo merece respeito”

    Tristeza

    Muitos pastores participam das campanhas desses políticos e depois que os políticos mostram a sua cara eles ficam sem ter o que falar.

    O que esses pastores não querem saber é que a Igreja não deve se meter com a política.

    Mas como a grana e o poder são fortes eles se metem.

    Muitos pastores estão sujando seus altares com isso.

    Temos que ter muito cuidado com essas rádios que ganham dinheiro com um público que adora a Deus.

    Muitos são simplesmente empresários que hoje, tem uma rádio com música de crente e amanhã uma padaria ou um mercado. Empresário quer ter lucro só lucro.

    Na rádio melodia há muita propaganda que engana seu público. Produtos que não são saudáveis para o consumo. Havia uma proganda que o apresentador falava como se fosse no seu programa indicando um advogado para tratar de causas do inss, dizendo que o prazo era curto para reclamar. Eles mudaram e trocaram de locutor nessa propaganda. Alguém deve ter ido na OAB fazer algum tipo de reclamação e eles pararam.

    Tristeza

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  3. marcos
    20/10/2015

    Será que teremos tempo e espaço para uma nova reforma? Motivos não faltam.

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