Uma estrangeira no mundo

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

A (a)fundação do Partido Aliança pelo Brasil: mais uma prova de que de Deus não se zomba


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Lembra-se do Aliança pelo Brasil? Do partido político que a família Bolsonaro estava criando para disputar as próximas eleições? Do partido que seria “diferente” dos demais, pois sem corrupção e com viés evangélico-bélico? Do partido que “coincidentemente” pleiteava para si o número 38, que faz clara alusão ao nome de uma arma muito usada aqui no Brasil, o “três-oitão”? Do partido que teve sua placa feita totalmente com balas de revólver e de fuzil, conforme foto acima? Lembra-se?

Se você não estava em Marte no segundo semestre do ano passado, deve se lembrar. Mas, se você foi um dos “ermãos” que oraram fervorosamente a Deus para que o tal partido prevalecesse, entendo sua intenção de esquecer esse episódio. Mas me desculpe, tenho que lembrá-lo(a) disso, até para que haja arrependimento de sua parte – ou você caia em juízo. Essa é uma das funções deste blog.

Para se criar um partido, é necessário um mínimo de 492 mil assinaturas com apoiadores de pelo menos nove Estados diferentes. Nada difícil para quem teve mais de 57 milhões de votos nas últimas eleições, não é?

De DEUS não se zomba.

Precisando de menos de 500 mil assinaturas, num universo de 57 milhões de eleitores, ainda assim a tarefa de criação do partido evangélico-bélico estava complicada. A dificuldade era tanta que tiveram que sacar de artimanhas. No caso, usar o rebanho gospel, aquele que tirou foto fazendo sinal de arminha com as mãos dentro de igrejas, aquele que obedece cegamente ao que seu (im)pastor manda fazer, e como o (im)pastor tem interesse$ nesse governo…

De DEUS não se zomba.

Os evangélicos-bélicos bem que tentaram ajudar na fundação do Aliança pelo Brasil. Seus (im)pastores, de emprejas pentecostais, neopentecostais e até tradicionais (sim, porque quando o negócio é bom, a Palavra fica em segundo ou até em terceiro plano) fizeram acordos com cartórios para que fossem colher as assinaturas nos templos, durante os cultos, horário em que haveria um maior número de fiéis. E imaginem a cena: seu (im)pastor, no meio do culto, sobe ao púlpito e lhe diz que para Deus abençoar o Brasil é preciso que nós, como “igreja”, nos unamos num mesmo ideal contra a ameaça comunista e que Deus levantou um governante que está lutando contra as trevas do mal e que para que ele e a “igreja” tenham a vitória no Brasil é necessário que o Partido Aliança pelo Brasil seja criado e que para isso todos ali precisam colaborar assinando o pedido de criação do partido. E enquanto a fila de assinantes caminha em direção ao curral eleitoral, o abençoado grupo de louvor toca músicas emocionalistas em falso louvor a Deus, e os fiéis emocionados e com o cérebro devidamente lavado e enxugado dirigem-se, sem pensar, orando, pegam na caneta e assinam o documento nefasto.

O que descrevi acima aconteceu em várias emprejas – pois igrejas são instituições sérias. Entende porque os políticos – os Bolsonaro inclusos – vão nas Marchas para Jesus e eventos correlatos?

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De DEUS não se zomba.

Usando desse tipo nojento de artifícios, a família Bolsonaro conseguiu ajuntar um bom número de assinaturas e as levou para validação junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Porém…

Entre os que assinaram, havia muitos filiados a outros partidos (o que não é permitido), e até pessoas já falecidas! Isso, repito, mesmo havendo a colheita de assinaturas em emprejas, usando dinheiro do povo (estrutura de cartórios, ônibus para levar ou buscar fiéis etc).

De DEUS não se zomba.

Nas próximas eleições, esse partido nefasto não participará. Os filhos do Bolsonaro já se refiliaram a outro partido, o do Edir Macedo. Mas pode tentar novamente para as eleições posteriores a essa.

Mas o lindo dessa história é que, mesmo com as “orações fortes”, as “profetadas”, o uso indiscriminado da máquina pública, o uso da fé dos fiéis evangélicos, ainda assim Deus, o Santo Santo Santo, não permitiu que essa abominação acontecesse.

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Oração na primeira reunião do Partido evangélico-bélico Aliança pelo Brasil. (R.I.P.)

E, repetindo, os “ermãos” que apoiaram esse ANÁTEMA todo agora voltam seus gritos para o apoio ao presidente no que tange a “sair de casa” em plena pandemia. O importante é esquecer que se apoiou uma leviandade, pois reconhecer o erro e se arrepender esse povo não tem como. Mentes e corações cauterizados, infelizmente.

Mas, enfim…

De DEUS não se zomba.

Bendito é o nome do Senhor!

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

 

 

Um comentário em “A (a)fundação do Partido Aliança pelo Brasil: mais uma prova de que de Deus não se zomba

  1. marcos roberto
    13/04/2020

    Com esta politicagem feita por esta ala do “baixo clero” da igreja, eles estão dando pérolas aos porcos e coisas santas aos cães. A Rede Globo & Cia agradecem, pois mais adiante vai sobrar “munições” p/ atacarem a Igreja de Jesus.
    RM2.24 Pois, como está escrito: “Por vossa causa, o nome de Deus é blasfemado entre todos os povos!”

    Curtido por 1 pessoa

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Publicado às 13/04/2020 por em Ser estrangeira e marcado , , , , , .
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