Uma estrangeira no mundo

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

O perigoso precedente aberto pelo MPT no caso das cartilhas da Hirota Foods Supermercados


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Em comemoração ao Dia da Família, a rede Hirota Foods Supermercados distribuiu aos seus clientes uma cartilha com devocionais do pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes. Porém, após denúncias o Ministério Público do Trabalho decidiu pela suspensão da distribuição (que por si só já havia se encerrado, pois abrangeu apenas o período próximo ao Dia da Família).

Para entender o caso: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/mp-manda-supermercado-de-sp-suspender-cartilha-que-condena-gays-aborto-e-sexo-fora-do-casamento.ghtml.

Para quem achava que o Brasil goza de liberdade religiosa, eis aí um perigoso precedente do contrário.

Vejamos.

Liberdade religiosa implica em se poder expressar a fé livremente. Como o Estado é laico, obviamente não é oportuno expressar uma ou outra fé nos equipamentos públicos, pertencentes ao Estado. Assim, fere a laicidade do Estado tanto um culto evangélico como um ritual vudu durante as atividades do órgão governamental, pois ou se dá espaço para todas as demonstrações religiosas, ou não se dá espaço a nenhuma, sob pena do Estado privilegiar essa ou aquela religião. Se o Estado brasileiro não fosse laico, aí seria outra história.

Porém, se o Estado é laico, os cidadãos não são. É direito de todos terem ou não terem uma religião. Até os servidores públicos podem ter sua fé, a ser expressada fora das dependências governamentais. Da porta do governo para fora, a Constituição Federal nos garante o direito de livre expressão da fé.

O caso da Rede Hirota é emblemático. A rede de supermercados não tem qualquer ligação com o governo, sendo uma empresa privada. Seus donos devem professar uma fé, aparentemente evangélica. Por professarem tal fé, decidiram através de SUA empresa, do SEU espaço, distribuir a cartilha com devocionais que, obviamente, pregam a crença que seguem ou que consideram a ideal. Mas aí alguém não concorda com pontos dessa crença e levam o caso ao Ministério Público do Trabalho (do Trabalho???), que resolve por suspender a distribuição, como se o mercado estivesse errado. E o mercado, por sua vez, para não perder clientes é praticamente obrigado a emitir “sinceras desculpas” pelo ocorrido.

Vivemos o tempo absurdo do “politicamente correto”. O que inicialmente poderia ser positivo, inibindo formas de bullying, por exemplo, com o tempo se mostrou uma patrulha contra os que não são do “mundo”. Hoje não podemos usar frases racistas, o que é maravilhoso, mas também não podemos falar do pecado, da perversão, dos valores que essa sociedade moderna está jogando no lixo supostamente em prol da felicidade e da união mundial.

Mesmo no âmbito puramente religioso já não é possível discutir aborto, homossexualismo, poligamia, corrupção, idolatria sem ser taxado de fundamentalista ou coisa pior. Veja que não estou falando em concordar ou discordar, apenas em discutir! Isso porque a religiosidade que o “mundo” nos permite, nesse momento de Era de Aquários e busca por uma unidade mundial, é a religião cantada por Raul Seixas: “faça o que tu queres que é tudo da lei”.

Milhões morrem no mundo todos os dias das mais diversas causas. Mas basta um terrorista matar dez ou vinte na América ou na Europa que a imprensa nos entope com informações de como o fundamentalismo religioso é prejudicial. No que concordo plenamente, diga-se de passagem. O problema não são essas informações, mas a motivação por trás delas.

Engana-se quem pensa que tentam demonizar apenas os muçulmanos. A grande imprensa tenta demonizar, aos poucos e pelas beiradas, as religiões que não se curvarão a um Governo Único. E essas religiões são as monoteístas: muçulmanos, cristãos e judeus. As demais aceitarão um Governo Mundial de bom grado, seja por crerem que o que importa é a paz mundial (espíritas e demais religiões espiritualistas), seja por crerem já em várias divindades, então mais uma, menos uma não fará a menor diferença, conquanto que o mundo conquiste a tão esperada paz.

A demonização dos muçulmanos é fácil, pois os fundamentalistas entregam o prato pronto e cheio. A demonização dos judeus é um pouco mais trabalhosa, foi tentada várias vezes durante a história e atualmente se dá no enfoque de “lobo mau” frente aos pobres palestinos. Já a demonização dos cristãos se dá dividindo-os em duas frentes: dos “que nem parecem cristãos” por serem gente boa, que aceitam a tudo e a todos, e dos “fanáticos”, os que vêem pecado em todos mas são hipócritas com seus próprios pecados. E, após dividi-los, o mundo aprova os do primeiro grupo (como o Papa Francisco ou evangélicos liberais) e desaprova os do segundo (alguns justamente, como boa parte da Bancada Evangélica e lideranças pastorais a eles ligados, e alguns injustamente, apenas porque não respaldam totalmente a doutrina do “politicamente correto”).

Embora o Brasil seja de ampla maioria cristã, intriga saber que o “nem parece cristão” ou “nem parece evangélico” tornou-se um elogio. Culpa do péssimo exemplo que muitos que se dizem cristãos demonstram, culpa da omissão de outros (que preferem ser “politicamente corretos” a desagradar o mundo que os cerca) e culpa também da manipulação que, aos poucos, viabilizará a perseguição conforme as profecias bíblicas.

A Rede Hirota ousou distribuir cartilhas onde o aborto e o homossexualismo são tratados à luz das Escrituras Sagradas e foi punida por isso. Tivesse distribuído cartilhas com fotos de casais homossexuais se beijando e atores globais com cartazes “Meu corpo, minhas regras” e nada teria acontecido. Caso alguém se sentisse ofendido e denunciasse, as autoridades competentes arquivariam o processo por julgá-lo improcedente. Afinal, vivemos o século XXI, a diversidade, a canção de Raul Seixas, o vale-tudo pela felicidade pessoal aqui e agora. Os cristãos têm que respeitar e aceitar o mundo. Mas o mundo não tem que aceitar ou respeitar os cristãos. Ao mundo, total liberdade de ação e de pensamento. Aos cristãos, apenas a liberdade de pensar e agir conforme o mundo.

Por que denunciar a Rede Hirota por ter distribuído uma cartilha com suas crenças religiosas? Se alguém se sentiu ofendido, bastava não comprar mais no supermercado.

Na porta da minha casa recebo publicações das Testemunhas de Jeová e, mais raramente, do Universo em Desencanto. Em alguns estabelecimentos comerciais me deparo com imagens de santos católicos e até com discretos altares budistas. Volta e meia espíritas tentam me demonstrar a racionalidade de sua fé. E nunca cogitei denunciar ninguém por isso.

Hoje foi a Rede Hirota. Amanhã será eu ou você, pois:

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.
Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.” –  João 15:18-21

Aproximamo-nos do Fim. Estejamos vigilantes. Busquemos a santificação. Busquemos o Alto.

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

 

 

 

 

5 comentários em “O perigoso precedente aberto pelo MPT no caso das cartilhas da Hirota Foods Supermercados

  1. Jose alan
    24/12/2017

    Onde fica o direito constitucional de expressão? Então um grupo de maconheiros tem o direito de ir pras ruas defender a legalização das drogas, até min. do stf defende, e um grupo cristão não pode expressar suas crenças? Os Mps estão ocupados por gente que em vez de defender a Lei defende a agenda esquerdista. Vai se ocupar do que fazer MP.

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  2. marcos
    25/12/2017

    Dois pesos e duas medidas

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  3. anonimo
    26/12/2017

    curiosa a denúncia da tv portuguesa denominada segredo dos deuses.
    que trata do suposto sequestro de crianças em um lar da iurd
    e em muitos casos para os próprios da igreja.

    a imprensa brasileira acuada, com medo, e, ou, vendida.
    a impressão que tenho é que todas querem uma fatia do bolo.

    o fato é que nenhuma delas ousa falar sobre o caso.

    dizer que os pastores não são obrigados a fazer vasectomia, obrigá-los a mentir sobre isso. Há até uma ação na qual a iurd perdeu na justiça do trabalho que trata do assunto.

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  4. https://polldaddy.com/js/rating/rating.jsEu já sou da seguinte opinião: já que não conseguimos combater o que é errado, devemos ensinar o que é certo. Foi exatamente o que o Hirota Foods fez, e usando um estudo bíblico preparado por um respeitadíssimo pastor evangélico. E se até mesmo ensinando o que é certo o Hirota foi vítima de cristofobia, não devemos nos intimidar.
    Lembra-se do que aconteceu na época dos apóstolos? Pois é, a Igreja Primitiva somente começou a crescer para valer a partir do martírio de Estêvão (Atos 7). E talvez seja necessário que o mesmo aconteça no Brasil para que as igrejas cristãs parem de brigar entre si e lutem por uma causa comum: um sonoro NÃO à ideologia de gênero.
    “E qual é aquele que vos fará mal, se fordes seguidores do bem? Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bemaventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal” (I Pedro 3:13-17).

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  5. Governo Mundial ? Sério mesmo ? É essa teologia milenarista (que já chegou requentada e atrasada aqui no Brasil) que o blog vai começar a endossar também ? Façam-me o favor !

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Publicado às 23/12/2017 por em Ser estrangeira e marcado , , , , , .