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Irmãos, disponibilizo o artigo do Henrique M. Ziller, e aproveito para pedir desculpas por não estar respondendo essa semana aos comentários e aos emails (até sábado que vem estou em provas na faculdade, fora outras coisas, mas depois do dia 21 estarei novamente livre). Que Deus abençoe a todos.

 

A Igreja Evangélica é legitimadora da corrupção

Henrique Moraes Ziller* 

A afirmação que se faz no título desse artigo fundamenta-se em cinco percepções acerca da presença da Igreja Evangélica na nação brasileira, relativamente a sua atuação. 

Em primeiro lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque não a denuncia. Não concebe que deva encarnar a função profética, relega ao segundo plano as questões sócio-políticas, e não se manifesta sobre aquela que é a maior manifestação do mal nas terras brasileiras: a corrupção. Não há denúncia. 

Em segundo lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque sua ação social substitui a ação do Estado, não denuncia a situação e não exige que o Poder Público desempenhe suas obrigações. Se por um breve momento a Igreja Evangélica Brasileira deixasse de realizar suas ações de assistência social, o País se tornaria um caos, imediatamente. A distribuição da renda, consubstanciada na distribuição de cestas básicas e demais ações similares, a recuperação e inserção social, consubstanciadas nos trabalhos das inúmeras casas de recuperação, a promoção do ensino, por intermédio de milhares de escolas confessionais, o cuidado com a criança, realizado por creches e pela própria Escola Dominical, tudo isso, são funções do Estado negligente que não as realiza. Na medida em que a Igreja Evangélica faz tudo isso – e jamais deve deixar de fazer – sem a devida e obrigatória participação do Estado, e não denuncia a gravidade do fato, está sendo cúmplice de governantes e parlamentares criminosos, que utilizam em benefício próprio os recursos que deveriam ser destinados a essas atividades.  

Em terceiro lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque se associa ao Poder Público sem a crítica adequada. Seus líderes sobem nos palanques políticos, impõem as mãos sobre as cabeças de gente cujo pensamento está voltado apenas para seus próprios interesses e para o crime, dá e recebe condecorações de e para gente sem a menor credencial ética para isso, cede os púlpitos a bandidos, enfim, associa-se a gente que deveria estar presa, mas que usufrui da liberdade que o seu poder lhes permite adquirir. Aqueles que deveriam ser alvo de denúncia e profetismo por parte da Igreja são seus grandes amigos e aliados. 

Em quarto lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque não desenvolve ações consistentes de combate à corrupção. E nem poderia ser diferente, visto que ela nem mesmo a denuncia. Enfrentar esse mal é obrigação, mas nada faz a respeito. 

Em quinto lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque a pratica desavergonhadamente. 

À denúncia acima pronunciada segue-se, necessariamente, a proposta de ação. 

1. Para denunciar a corrupção nos púlpitos, e perante a nação, obrigação inadiável da Igreja Evangélica Brasileira, é necessário colocar ordem dentro de casa: transparência das contas. Igrejas precisam publicar seus balancetes e prestar contas do que fazem com os dinheiros de seus membros, se quiserem ter credibilidade e autoridade para profetizar contra o mau uso dos recursos pelo Poder Público. Os líderes de igreja não podem submeter-se apenas à prestação de contas – inevitável e certa – diante de Deus. Precisam entender o momento em que o País se encontra e dar o exemplo. Transparência, eis a exigência.

2. A Igreja não  pode deixar de fazer ação social, mas tem que cobrar a ação do Governo, o emprego das verbas públicas nos programas sociais e as ações que promovam a distribuição de renda. Precisa-se, antes de mais nada, de informações acerca de todo o esforço que a Igreja Evangélica Brasileira está fazendo para amenizar a situação de dificuldade em que vive grande parte da nação. O Governo tem que conhecer a enorme dimensão dessas ações, e seu alcance. Trabalho que dá credibilidade para cobrar do Governo que faça a sua parte, em particular impedindo que o dinheiro público seja desviado para atender a interesses privados. A Igreja não pode substituir a ação do Estado, como ocorre hoje; esse esforço tem que ser complementar. O Estado tem a obrigação de zelar por seus cidadãos, a Igreja, de amar o próximo. O trabalho da Igreja não exime o Estado de sua responsabilidade. No entanto, a última coisa que se deve pleitear é a parceria na qual as igrejas recebam mais verbas públicas para a realização de ações de cunho social. Há generosidade e recursos suficientes para contribuir com as obras das Igrejas. Não se rejeitam parcerias com o Poder Público, mas elas só podem se estabelecer fundamentadas em sólidos sistemas de controle e transparência. Em parceria com o Poder Público, a Igreja tem demonstrado que é engolida pelo mesmo mal que assola a Nação.

3. Não há outra possibilidade, nesse momento, senão o rompimento radical com as práticas que a Igreja Evangélica Brasileira tem adotado em relação aos seus representantes no Poder Executivo e no Poder Legislativo. Se eles querem ir às igrejas, ou se mesmo já são membros, que se assentem nos bancos e ouçam, em silêncio. Se quiserem conversar com esse povo sobre política, que se marquem reuniões específicas para isso, e que nunca se tratem tais assuntos em cultos. Não se pode mais chamá-los aos púlpitos e impor sobre eles as mãos, manipulando a compreensão dos membros. Se querem oração que recebam-na nos gabinetes, pois o Deus que ouve em secreto em secreto os responderá. Pastores não devem receber condecorações das mãos de criminosos travestidos de prefeitos e parlamentares, há que se ter o mínimo de decência e discernimento.

4. A Igreja precisa adentrar o espaço público aberto a ela e a toda a comunidade. Participar dos Conselhos Municipais de Políticas Públicas criados por lei para exercer o controle das ações públicas em áreas como a educação, a saúde e a assistência social, entre outras. Pastores devem incentivar seus membros a participar, promover treinamento para eles, e facilitar-lhes o acesso a estas instâncias de participação política. Fazendo isso,  a Igreja estará garantindo a merenda escolar para seus próprios filhos – e demais crianças de suas cidades, o salário adequado para os professores, os recursos para as entidades de assistência social, os programas de enfrentamento de moléstias, o dinheiro para a farmácia básica, entre tantas outras possibilidades. A legislação brasileira tem criado esses conselhos, dos quais devem fazer parte representantes da sociedade civil organizada. Espaço absolutamente adequado para a ação consistente da entidade que mais faz ação social nesse País, a Igreja Evangélica Brasileira.

5. Quanto à participação na corrupção desenfreada nesse País, já conhecida há tanto tempo, e vergonhosamente evidenciada, por exemplo, na CPMI dos Sanguessugas, é necessário, em arrependimento e quebrantamento, pedir perdão. Pedir perdão a Deus e à Nação, pois esperava-se muito mais da Igreja Evangélica Brasileira.

Sobre ela pesa duro juízo, por suas ações, por sua acomodação, por sua omissão cúmplice. Pois, ao invés de destruir as obras do diabo, tornou-se partícipe delas. 

* Henrique Moraes Ziller é  membro da Igreja Metodista da Asa Sul, em Brasília – DF, é Audito Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União e Presidente do Instituto de Fiscalização e Controle (www.adoteummunicipio.org.br).

Irmãos, o Pablo Silva colocou no ar a primeira parte do vídeo Duas Marchas, um documentário que produziu durante a manifestação pelo Evangelho puro e simples. Que todos vejam a simplicidade e a irrelevância do nosso protesto. Todo o resultado é apenas o reflexo da obra de Deus. Quem viver, verá.

A Deus seja toda a glória, para sempre!!!

http://videolog.uol.com.br/pabloosilva/videos/493923

(logo postaremos a 2a. parte, aguarde!)

Ontem estive na Marcha Jesus, mas minha marcha era outra, pois diferente da marcha oficial não usamos o nome de Deus em vão, não aplaudimos mercenários, não cantamos que somos a “geração apostólica”, não respondemos as palavras de ordem do “apostolo” etc.

Para ir a marcha tomei um trem em Santo André e pude ver na estação e na composição muitos participantes da marcha, a maioria uniformizados com a camiseta da marcha.

Apesar de eu estar com a camiseta pedindo ética e pedindo para o show terminar não fui (acho) notado no trem e quando chegou na estação da luz esta lotado de “soldados” que se dirigiam a Marcha. Na estação o barulho era desagradável, parece que eles não se importaram com o cidadão comum que estava usando o trem para ir a outro lugar.

Chegando ao local comecei a conhecer meus companheiros de luta, e em pouco tempo estávamos todos lá, 8 pessoas no meio de um milhão. O tema criado para marcha foi real para nós pois estávamos enfrentando gigantes, mas não seria isso que nos faria desistir.

Sinceramente esperava mais hostilidade, afinal tirando um pouco da agua que jogaram em nós e em nossa faixa, na garafada que um rapaz deu nesta mesma faixa, da fralda que voou e quase acertou um dos nossos que esperto conseguiu se desviar , não houve nada de mais sério. Ah sim teve as vaias, o xingamento de fariseus e até de Judas, mas isso foi secundário.

A mensagem impressa em nossas camisetas:
MARCHA PELA ÉTICA EVANGÉLICA, O SHOW TEM QUE PARAR, o texto bíblico estampado nas costas da camiseta ” O AMOR AO DINHEIRO É A RAIZ DE TODOS OS MALES,E ALGUNS NESTA COBIÇA, SE DESVIARAM DA FÉ,” I Tim 6:3-1O e a mensagem das faixas: “VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES, O SHOW TEM QUE PARAR”, foram lidas por centenas ( diria milhares) de pessoas.

Alguns criticavam, outros queriam saber qual era nosso objetivo ali. Fomos questionados mas também recebemos muito apoio.

Nossa faixa e nossas camisetas foram fotografadas por dezenas de participantes da marcha, posei ao lado de muitos deles em algumas destas fotos.

Mossas faixas foram lidas pelos organizadores e artistas da marcha que passaram nos trios eletricos.

Algumas pessoas ao conversar conosco entenderam nosso protesto, outras preferiam falar palavras sem sentidos e repetir chavões gospéis.

Conversei com pessoas sem conhecimento bíblico nenhum, só sabiam repetir palavras de efeitos, mas respalda-la nas escrituras era difícil para elas e pior, não aceitavam a bíblia quando nós a citávamos.

Percebemos muita religiosidade, percebemos muitos sendo levados por ventos de doutrinas.

Vendo a multidão lembrei de Jesus que viu a multidão como ovelhas sem pastor.

Talves num futuro próximo saberemos os efeitos práticos deste trabalho na vida de alguns, talves só a eternidade nos revele isso em ralação a outros, mas uma semente foi plantada.

Alias vários tipos de sementes foram plantadas, pois alem destas citadas ,no coração de participantes da marcha que tiveram contato conosco, outras sementes foram plantadas no coração de irmãos em todo o Brasil que estão despertando para este tipo de ação e farão o mesma coisa em suas cidades enquanto outros estarão conosco nas próximas oportunidade.

Fico feliz com a repercussão nos blogs, me animo com cada palavra de apoio.

A Deus toda gloria….

Fonte: Blog Exemplo Bereano (http://exemplobereano.blogspot.com/)

Após quarenta anos de vida, posso dizer que já vivi inúmeras emoções amargas, tristes, dolorosas, alegres, que vão desde a dor de reconhecer o corpo de meu pai no IML, com seis anos de idade, ao saltar de pára-quedas no exército aos dezoito, à emoção de minha conversão. Porém, nada se assemelha à emoção e o enorme prazer que tive nesse dia 2 de novembro de 2009, juntamente com minha esposa Vera e nosso futuro bebê, que aos dois meses de gestação já é um verdadeiro protestante.

Sempre fui um angustiado, como diz Heidegger. Sempre busquei ser um cristão protestante, que caminhasse juntamente com Cristo no caminho de Emaús da vida. Via a Igreja crescendo e se perdendo em meio às fantasias e os sonhos, que nada mais, nada menos, eram uma luta desenfreada de alguns homens e mulheres, que buscavam o poder.

O slogan da nossa marcha nasce no retorno da facudade, após uma aula sobre a Missio Dei. Quando meditava sobre a verdadeira missão da Igreja, me veio à mente a relação da verdadeira missão da Igreja e do show que se tornaram os cultos evangélicos. Aí foi simples concluir: o show tem que parar. E por meses eu e a Vera caminhamos passo a passo, desde a criação da camiseta, as idéias das faixas, e todos os passos a serem seguidos.

É preciso pensar que tudo isso foi criado apesar de nossos trabalhos e nossos estudos, sem contar os nossos afazeres domésticos. Mas chega o dia, e lá vamos nós, eu, a Vera e o nosso filhinho, com uma grande incerteza: de que teríamos mais companheiros. Mas louvado seja Deus, pois nossa humilde fé não poderia imaginar que o Senhor da seara já havia preparado seus obreiros.

No caminho, quando estava dentro do metrô, fui indagado por um homem que, com olhos fixos em nossas camisetas, disse: “que palhaçada é essa?”, e eu respondi que era um protesto que estaríamos fazendo pela ética na igreja evangélica brasileira. E ele, com uma expressão bastante brava, e também com uma certa indignação, disse que não ia discutir. Senti que a caminhada seria árdua.

Estava bastante apreensivo e preocupado com a Vera, pois ela está em período de gestação e temia que algo lhe acontecesse. Minha preocupação aumentou quando saímos em meio a uma grande multidão no metrô Tiradentes. De imediato, fomos sendo interpelados com olhares e pequenas vaias, mas ao encontrar os demais irmãos, confesso que senti uma grande paz, pois em meu coração tinha aquela sensação de que seríamos um casal solitário em prol de uma luta.

Éramos oito! Não sete, que é o “número profético”, mas na verdade éramos nove (estão esquecendo do meu baby?). Mas aí realmente começou nosso protesto.

Fomos a uma van da Rede Gospel, e ali estendemos nossas faixas. Foi aí que sentimos que estávamos diante de uma árdua tarefa, pois começamos a ser vaiados, xingados, e foi quando um jovem tentou me passar uma rasteira por trás. Porém, permanecemos firmes, e dali partimos para o trio-elétrico que carregava os principais líderes dos movimentos evangélicos brasileiros.

Apesar do ar de desprezo e desconsideração, foi possível ver Hernandes e sua turma visualizarem nossas faixas, mesmo sendo poucas. Caminhamos em meio à muita hostilidade. Imaginem o que é caminhar em meio à multidão que lhe vaia, xinga, repudiando-lhe sem nem lhe conhecer, e quando você olha ao redor, os seus companheiros são também desconhecidos, pois os oito participantes foram se conhecer pessoalmente ali no meio da marcha, segurando as faixas. Em certo momento, eu e o Diogo carregávamos a faixa e ele, bastante contrito, confessou que sentia vontade de chorar, por ver tudo aquilo. Que muito se entristecia, por saber que muitos ali estavam sem saber realmente quem era o Cristo Vivo, e eu lhe disse que, com certeza, havia muito mais tristeza nos céus. Porém, muito me alegrava o fato de que nossa geração não enfrentou nem leões, nem coliseus, nem fogueiras.

Apesar de tudo, tínhamos a liberdade de poder manifestar nossa insatisfação com a realidade da igreja. Muito me alegrei pelas inúmeras pessoas que nos pararam para demonstrar o respeito pelo nosso ato.

Com o decorrer da marcha, vários trios-elétricos passaram por nós, carregando a cúpula das principais igrejas neopentecostais de São Paulo. Não sei dizer qual apóstolo, ou bispo, ou pastor que, de posse do microfone, gritou a todos ao ler nossas faixas: “isso aqui não é show não! Olha aí os fariseus”, e uma multidão incontável se virou para nós e começou a gritar: “fariseus, fariseus”. Sem contar a chuva de garrafas de água que vieram para cima de nós.

Sem querer me assemelhar, pois não é possível, me senti no coliseu, cercado pelas multidões nos dias de massacre. Porém, uma alegria veio em meu coração, e bradava bastante forte.

Sou grato a Deus pelo sacrifício de Cristo. O Reino de Deus não é feito de funcionários, mas sim por filhos e filhas, que reconhecem o seu senhorio. E ali ficamos até que toda a marcha passasse, na contínua repetição de desaforos, chacotas, até que todo o público se dissipasse em direção ao “show”. Nós, como grupo, nos reunimos e nos regozijamos pela tarefa cumprida. Oramos juntos, agradecendo a Deus pela oportunidade, mas acima de tudo, reconhecemos que não havia em nós mérito algum, pois tudo foi tão simples, tão insignificante! Imagine, nossas faixas eram de papel! As frases simples, “voltemos ao Evangelho puro e simples. O $how tem que parar”. Éramos apenas oito, mas na história bíblica dá-se a impressão de que Deus gosta das coisas insignificantes, pequenas, sem aparência. Assim foi desde o AT e em todo o NT.

Apesar de todos os autores e autoras da história, nada substitui a oportunidade de estar dentro do fato histórico, e principalmente ser sujeito da história. Nossa verdadeira luta é contra todo o sentido herético que envolve os personagens do universo gospel, porque quando enfrentamos uma mentira, é simples, é só confrontá-la com a verdade. Porém uma heresia é um grande desafio, pois enfrentamos uma meia-verdade. Muito pior que uma mentira absoluta, é uma meia-verdade. Por isso o desafio de enfrentarmos os gigantes do meio gospel é ter a consciência de que teremos que reverter as meias-verdades.

Por um dia fui protestante de coração, sem o desejo e a vaidade de querer aparecer, mas unicamente com o verdadeiro intuito de demonstrar que não é com conformismo, nem com covardia, que iremos mudar a situação. A cada dia surge uma nova denominação, um novo apóstolo, e novas heresias. É preciso armas realmente espirituais, que não sou eu, mas sim o verdadeiro apóstolo Paulo quem disse.

Precisamos de emoções, mas precisamos muito mais de sabedoria. É preciso por a Igreja para pensar, para refletir dentro dos inúmeros desafios que envolvem a vida cotidiana. Precisamos de uma Igreja pronta para dizer à sociedade brasileira: nós temos o caminho, a verdade e a vida. A Igreja tem que voltar a ser voz profética para o mundo em caos, e esse é o grande desafio de todo  cristão e cristã, de combater  cada passo contrário, dado em direção contrária às manifestações da vontade de Deus no mundo.

Não paremos aqui. Repito aqui a frase de um antigo metalúrgico: a luta continua,companheiros!!!

Fonte: Blog Pedras Clamam – http://pedrasclamam.wordpress.com

Um dia como protestante. Essa é a frase que o Paulo (http://pedrasclamam.wordpress.com/) disse na segunda de finados e foi a frase que ficou na minha cabeça. Ressoa com mais força quando leio nos blogs como que estes 8 fizeram barulho em uma marcha com mais de 1 milhão. É nessas horas que eu penso se realmente não foi tudo pensado por Deus para que fosse desta forma. A Vera escreveu em algum lugar que Deus preferiu assim para mostrar que Ele age na simplicidade e que se fôssemos em maior número até poderíamos ficar orgulhosos de ter feito o que fizemos e unicamente por nossa força. De jeito nenhum! Deus usou um grupo de 8 kamikazes pra mandar uma mensagem para estes lobos em pele de cordeiro. Eu e o Di Bochio dissemos que seriamos os bastardos inglórios do Reino… rs… Eu amei o filme do Tarantino e acho que veio a calhar. Éramos poucos… Mas vimos um milagre acontecer.

Não fiz isso para aparecer pra ninguém, queria levar uma mensagem e quero levantar a bandeira para o verdadeiro evangelho. Sei que esta guerra levará tempo e pode ter certeza de que eu vou até o final, se assim o Chefe permitir. Preciso dizer que me sinto envergonhado porque sou um pecador e mesmo assim, pela repercussão que a ação teve, sinto que fomos ouvidos por Deus. Agora imagina, se Deus fez isso com 8 pecadores apaixonados pela Palavra o que Ele não faria com mais pecadores com a mesma disposição de denunciar estas coisas? Fico sonhando com este dia onde iremos levantar a voz todos juntos. Será lindo… Lembro de Romanos quando Paulo escreve que a criação aguarda ansiosamente pela revelação dos filhos de Deus! É revelação e não omissão. Enquanto muitos se calam, milhões de outros vão para o inferno e se fodem neste mundo cruel (e escrever palavrão escandaliza mais do que as pessoas indo para caminhos de perdição… infelizmente)

Eu e o Di chegamos cedo na marcha e fomos de metrô. Quando entramos na estação Vergueiro a primeira coisa que senti foi medo. Sim! Senti um clima pesado e o vagão estava cheio de “cristãos”… Não sei porque senti aquilo, mas nem falei nada para o Di. Éramos só nós dois ali e na frente de batalha não dá pra demonstrar medo (lições de Sun Tzu! rs). Afinal de contas o que mais nos perguntávamos no dia anterior e no caminho era se haveria alguém além de nós dois protestando. Incrível que esta foi a mesma preocupação da Vera e do Paulo! Então sendo nós dois, kamikazes, não dava pra mostrar medo ou hesitar porque já tínhamos passado do ponto do qual era permitido retroceder. Vamos que vamos! Foi o que eu pensei…

Sempre tive esse desejo de fazer algo pra Deus que não fosse muito convencional e que realmente me tirasse da zona de conforto. Era uma coisa que me animava, mas o maior motivador foi ver como as pessoas hoje são enganadas por este falso evangelho. Eu via nas atitudes e nos olhos de quem ali estava o quanto é real. Doeu no coração ver a cegueira dos indivíduos e, mais ainda, eu fiquei indignado e revoltado, clamando por uma revolução. Cansei disso tudo e resolvi fazer algo, quer dizer, acho que quem me arresolveu foi o Chefe e glórias sejam a Ele por isso. Fomos xingados, vaiados, hostilizados, jogaram água e até uma fralda suja no Di! Mas valeu a pena saber que no meio disso ainda vimos pessoas ali que nos apoiaram e estão cansadas disto tudo.

Caminhar naquele sol pareceu ser algo pequeno, mas os resultados tem aparecido aos poucos e “porque pelo fruto se conhece a árvore.” (Mateus 12.33) iremos continuar firmes nessa luta.

De fato foi um dia difícil, mas eu pessoalmente gostei muito de saber que existem inconformados com esta situação que não se calaram. Pelo contrário, pegaram suas faixas e camisetas e foram para lá. Sofremos com o sol porque aquela camiseta preta mais parecia um manto talibã! Devo ter perdido uns 3 kgs dentro da sauna grátis.

O movimento está apenas começando, mas que esta fagulha se espalhe e vire um grande incêndio. É o que oramos a Deus!

A paz!

Fonte: Blog Cidoido – Um mero peregrino: http://cidoido.blogspot.com

O Cid, do blog Cidoido (http://cidoido.blogspot.com/), achou uma reportagem hoje no jornal Diário de São Paulo que cita o milagre da visibilidade dos 8 perante mais de um milhão de pessoas. Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui. Abaixo, a transcrição de parte da reportagem:

“Aliás, um pequeno grupo fez um protesto contra o evento. Com faixas estendidas, eles exibiam a mensagem: ‘Voltemos ao Evangelho puro e simples. O show tem que parar’, dizia um tímido movimento pela ética evangélica. ‘Somos contrários a essa marcha, porque ela visa o lucro. Tentaram rasgar a nossa faixa e nos jogaram água, mas estamos aqui para deixar uma mensagem’, explica Paulo Siqueira, um dos manifestantes.”

Fonte: Jornal Diário de São Paulo, Caderno São Paulo, de 3 de novembro de 2009, p. 5.

Isso só engrandece ainda mais a Deus, que tem proporcionado maravilhas num protesto que não tinha nada para ser visto ou dar certo. Toda a honra e toda a glória ao Único Senhor e Rei!!!

A propósito, no blog Cidoido está a campanha para doação de sangue no próximo sábado. Essa também é uma forma de protesto, pois estaremos agindo por amor ao próximo, ao invés de buscar bênçãos para nós mesmos. Doar sangue é fácil e rápido, uma picadinha quase indolor que pode salvar muitas vidas. Se você não pôde participar da Marcha, participe dessa campanha!

BannerA imagem acima é do que restou de uma das duas faixas que foram estendidas durante a Marcha para Gezuiz. Terminou o dia rasgada, manchada, amassada, mas cumpriu o seu papel para a glória do Senhor.

Vamos ao início, senta que lá vem a história deste dia! (desculpem-me pela falta de fotos e de qualidade dos vídeos, mas minha câmera digital ainda está sob o impacto da “unchão” da Expomamom e não funcionou de novo hoje).

Obs.: leia também o artigo O vídeo do protesto na Marcha, com a primeira parte do documentário Duas Marchas, de Pablo Silva, filmado durante o evento.

A primeira grande batalha contra os gigantes aconteceu na estação de metrô Sé, onde embarcamos rumo ao metrô Tiradentes. Parecia o apocalipse!!! A estação lotada como nunca vi, além do grito de guerra ensurdecedor dos fiéis, a maioria jovens, mas também muitas crianças – inclusive de colo. Na hora de embarcar no vagão não houve escolha, fomos literalmente empurrados para dentro. Todo o mundo queria entrar junto e ao mesmo tempo, parece que ninguém conhecia aquela lei da física onde dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Enfim entramos, mas ainda restava sair de lá.

http://www.youtube.com/watch?v=rYC42vyQzag (o inferno no Metrô)

A saída do vagão foi outra luta. Também fomos empurrados para fora (se alguém caísse com certeza seria pisoteado sem dó), e ouvi de um senhor idoso uma frase que expressou bem tudo aquilo: “Quanta selvageria!”

Subir a escada e chegar até as catracas foi mais uma luta, e sair para fora da estação só pela misericórdia. Mas saímos, e lá fora nos encontramos com os outros protestantes: o Júlio Cesar, a Maíra, o Diogo (que deixou sua filhinha recém-nascida e sua esposa na maternidade para participar), o Vitor Cid, o Laudinei e o Pablo (que filmou todo o movimento, fazendo entrevistas, e que editará tudo num documentário que disponibilizará ainda nessa semana). No total, éramos 8 contra um exército de cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Estávamos na “concentração” da Marcha. De um lado, o trio-elétrico do Apóstolo Hernandes, com figuras como o Senador Crivella, o Pr. Marco Feliciano e o Pr. Jabes de Alencar. Do outro, uma van da Rede Gospel. E onde estávamos, uma equipe da Rede Gospel filmando os fiéis. Claro, estendemos nossa faixa bem na frente da filmagem, e isso suscitou gritos de “vocês são da Globo?”, “fora Rede Globo”, e vários braços levantados no intuito de esconder a faixa. Já estávamos incomodando.

http://www.youtube.com/watch?v=YgVL1wXqqAI

E a Marcha começou. Ficamos estrategicamente esperando a passagem do primeiro trio, o dos Hernandes. Foi lindo ver o Apóstolo olhando fixamente para nossas faixas e o cartaz do Júlio (vai ver, a princípio pensou que fosse alguma expressão de puxa-saquismo), e depois se voltar para o resto da multidão. Não só o Apóstolo, mas todos do trio puderam ler as faixas. E passamos a marchar atrás do trio-elétrico, em meio à multidão.

http://www.youtube.com/watch?v=EIVzRbRbKOU

Durante a caminhada recebemos manifestações de todos os tipos. Meu marido ganhou uma rasteira gospel, jogaram água na gente, jogaram garrafas que acertaram as faixas e as rasgaram, porém sem grandes danos. Pensei que fôssemos receber sapatadas, mas os mais apostólicos não foram tão doidos assim.

http://www.youtube.com/watch?v=Bd_RE6vPDXU

Uma das situações mais inusitadas aconteceu com o Diogo. Como já disse, ele é “recém-papai”. Não é que lançaram contra ele uma frauda, e USADA???? Gente, foi um ato profético!!! Sorte que o Diogo estava esperto, senão voltaria com outras marcas do evento. 

Também recebemos muitas manifestações de apoio. Um rapaz perguntou onde poderia comprar a camiseta, pessoas vieram nos parabenizar pelas frases e pelo protesto. Por incrível que pareça, havia vida pensante naquele lugar.

http://www.youtube.com/watch?v=__mNm_sd0Qo

Já havíamos andado por volta de 1:30h, quando nosso grupo se dividiu por conta das entrevistas que o Pablo estava fazendo. Quem estava na frente parou num canto da rua até que os demais chegassem. Santa providência!!! Era um local onde havia um canteiro cheio de terra, um lugar mais alto. Subimos nesse canteiro e estendemos nossas faixas, e de lá toda a Marcha pode nos ver, tipo desfile de escola de samba passando na frente da comissão julgadora (o exemplo parece estranho mas não é, as músicas que tocavam na Marcha iam do sambão ao axé-quase-funk-gospel). E aí a coisa pegou.

Depois do trio dos Hernandes, passou um segundo trio. Esse tinha um bispo da Renascer no microfone. Quando ele passou por nós, leu nossa faixa: “Voltemos ao Evangelho puro e simples”, mas não leu a segunda frase (o $how tem que parar) por motivos óbvios. Esse trio passou no clima de oba-oba, mas as pessoas que vinham atrás começaram as manifestações contrárias, com longas vaias à nossa atitude.

O terceiro trio a passar, quando leu nossas faixas, ficou indignado!!! “Quem tá fazendo $how aqui? Que $how que nada!”. E puxou o grito de guerra contra nós, repetido por todos os marchadores: “fariseu, fariseu, fariseu”. Os apostólicos mais exaltados jogaram mais água na gente, o que agradecíamos de coração, pois o calor estava insuportável – o sol estava a pino e nossas camisetas pretas não ajudavam nem um pouco. Os gritos iam mudando com o passar do tempo: “uuuuhhhhh!”, “ih, fora! Ih, fora!”, “vão fazer a marcha de vocês”, “seus hereges”. Tivemos componentes chamados de “Judas” e de tudo quanto é nome.

Passaram o quarto, quinto, sexto trios, e as manifestações contrárias se repetindo. Uma mulher gritou “nós somos do dinheiro mesmo!”. Uma bispa num trio-elétrico disse para rasgarem as faixas, mas alguém do lado dela fez sinal para que não fizessem isso. Teve gente inclusive que se indignava quando lia o versículo em nossa camiseta, como se aquilo não existisse na Bíblia deles. Mas houve também quem concordasse conosco – até tiraram foto com a gente. Algumas pessoas vieram conversar, interessados no movimento. Não só nós achamos que o $how tem que parar.

Também fomos abordados por veículos de imprensa. Repórteres da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo entrevistaram integrantes do protesto. Éramos apenas 8, mas Deus não nos fez invisíveis naquele lugar.

Enfim, toda a multidão passou por nós. Nossas camisetas foram muito fotografadas, mas também fomos bastante insultados. Particularmente eu estava muito feliz e triste ao mesmo tempo: feliz pela oportunidade que Deus me deu de estar ali com os irmãos, defendendo o Evangelho de Cristo; triste por ver uma multidão tão grande de pessoas, que se acham salvas por terem um dia confessado Jesus como seu Senhor e Salvador, mas que O trocam, por ignorância ou mesmo ambição, pelos ídolos de pedra e de carne e osso, que se alternariam em discursos no palco final da Marcha. Não fomos lá, pois consideramos que poderia soar como uma provocação da nossa parte, e em meio à multidão ninguém sabe o que poderia ocorrer.

Mas glória a Deus, pois a missão foi cumprida. Sinceramente não esperávamos nem metade da repercussão que o movimento obteve, e por isso glorificamos sinceramente a Deus por nos ter colocado naquele lugar. Sabemos que muitos dos que nos insultaram o fizeram por terem lido as mensagens das faixas e das camisetas, e sabemos também que no tempo certo o Espírito Santo de Deus trará essas mensagens à memória e os levará a buscarem e a compreenderem a verdade do Evangelho de Cristo. Infelizmente isso não acontecerá com todos, afinal a porta é estreita e as vantagens desse mundo seduzem muitos corações, mas aqueles que estão no engano por ignorância, esses serão trazidos à luz pelo Senhor.

Sinceramente? É muito bom servir a Deus, mesmo que isso signifique ser odiado pelos homens. Como diria o Apóstolo (de verdade) Pedro:

Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. – At 5.29

… não fique triste!!! Coloque uma camiseta preta, ou se não tiver, uma camiseta de qualquer cor, mas venha participar conosco!!!

Dia 2 de novembro, em São Paulo, às 9:30h nas catracas do Metrô Tiradentes, marchando por uma Igreja centrada em Cristo. Esperamos por você!!!

Há pouco tempo minha mãe promoveu uma reforma em sua casa. Havia infiltrações na parede, telhas soltas, o piso e os azulejos precisavam ser trocados. Não havia muita alternativa: ou reformavam a casa, ou um dia ela simplesmente cairia.

Minha família permaneceu em casa durante a reforma. Imaginem a confusão! Para reformar um aposento, todos os seus móveis precisavam ser alocados em outro. Lembro-me que um dia fui visitar minha família e encontrei a geladeira na sala, os armários de cozinha desmontados e empilhados no meu ex-quarto, o fogão estava na edícula. A preparação de um simples ovo frito tornou-se um estorvo!

Mas não só a bagunça incomoda numa reforma, quando se está dentro. Imaginem o pó e o cheiro de cal, cimento, tinta, tudo junto! O não conseguir encontrar uma simples roupa, pois vai lá saber onde alguém a colocou… A casa se torna um lugar inseguro, onde nada parece certo, porém com uma única esperança: a de que a reforma termine logo, trazendo enfim uma casa renovada, bonita, limpa, arrumada. Trazendo de novo uma idéia de “lar”.

Hoje é aniversário da Reforma Protestante, embora o mundo prefira esquecer esse fato e comemorar o Halloween, o dia das bruxas. O mundo quer viver no terror, na bagunça, na confusão, na sujeira, e por isso não quer reformas. Inclusive entre os que se dizem cristãos, há os que se deliciam com a corrupção e a impureza que tem corroído nosso meio, afinal reformas são períodos de grande transtorno e dor para quem os vive. Minha família que o diga.

Mas ainda há um pequeno grupo que está – e muito! – incomodado com as infiltrações que estão minando a Igreja. Que não suportam mais o cheiro de queimado dos sacrifícios oferecidos a Mamom e a Baal, em nome de um Gezuiz de pedra, que tenta se passar pelo Jesus Ressurreto. Que sabem que é melhor passar pelo sofrimento de uma Reforma hoje a ter que ser testemunha viva da queda da Igreja. Que não se importa de passar por transtornos durante a Reforma, de serem xingados, ofendidos, caluniados, agredidos, massacrados pelo mundo e pelos muitos que se dizem seus irmãos.

Daqui há uns 10 anos, se não houver manutenção constante, a casa da minha mãe precisará de uma nova reforma, afinal não dá para parar a ação do tempo e das intempéries sobre o imóvel. Da mesma forma, passados alguns séculos desde que Lutero escreveu suas 95 teses, a Igreja novamente se deteriorou, pois não foi feita a manutenção de rotina. Foram aos poucos aceitos os cupins do gnosticismo, a ferrugem da ganância financeira, a pichação da busca pelo poder, o vandalismo da religiosidade. O resultado está à vista de todos: uma Igreja, com poucas exceções, em ruínas, muito longe do ideal do seu Arquiteto e Construtor, Jesus Cristo.

Hoje, dia 31 de outubro, é dia de refletir sobre a necessidade de uma nova Reforma. Quem não teme os transtornos e inconvenientes que ela temporariamente trará, poderá desfrutar no futuro de uma Igreja nova, limpa, pura, ataviada: da verdadeira Noiva de Cristo.

Estaremos no dia 2 de novembro, segunda-feira, às 9:30h, nas catracas do metrô Tiradentes, vestindo as camisetas com os dizeres da “Marcha pela Ética Evangélica Brasileira – o $how tem que parar”. Para saber como fazer as camisetas, leia o artigo “Como fazer as camisetas para a Marcha para Gezuiz”. Faça também uma faixa, com versículos bíblicos dentro do tema, e se possível confirme sua participação. Esteja em oração e comunique-se com outros irmãos, pois essa é uma verdadeira batalha.

Não sejamos agressivos, nosso protesto é silencioso e exemplar. Estejamos prontos para possíveis reações contrárias, sabendo que estaremos exercendo realmente o “protestantismo”. Ao longo da história, sabemos o que esses protestos podem gerar.

Que Deus nos conduza e que Sua vontade seja feita sempre!

Vera e Paulo

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